quinta-feira, 6 de maio de 2010

futuro inexistente, presente ausente.

São 22:54 da noite e o sono ainda não bateu na minha porta. Acabei de tirar o pouco de tinta azul do meu cabelo, estou pensando seriamente em pintar o resto que está claro, apenas uma pequena mecha, não gosto do meu cabelo amarelado, me deixa mais feia ainda. Hoje li um texto que me deu um aperto no coração, mas eu acho que não devo me preocupar, afinal, é meio impossível por enquanto, né? .-. Vejo como pessoas escrevem tão profundamente, usando palavras difíceis e metáforas, me sinto em um andar abaixo. Tenho inveja como coisas tão lindas aparecem de textos que foram feitos de "última hora" ou de "não tinha nada para fazer".
Percebi que eu tenho medo de enfrentar a realidade, medo de admitir o que eu realmente sinto e penso, medo de fazer coisas que eu queria fazer por medo de pessoas me julgarem. Não gosto desse sentimento, me corroe por dentro. Percebi também que eu corro da responsabilidade, corro de sentir algo muito forte e acabar me quebrando.

"Lembrando que ser virtual, não é nada virtuoso" Que curioso, Sandro falou na hora em que eu estava abrindo o orkut do fake. E vejo o que eu perdi e ganhei nesse mundo. Ganhei puta amigos, me apaixonei por pessoas que nem ao menos tinha visto da minha vida, ou que nem ao menos existia. Ganhei também a insegurança de com algum tempo que acabar virando o problema, quando eu ao menos queria ajudar. Acabei vendo que o problema não é os outros, e sim eu. Mas, as lembranças do meus primeiros meses naquele mundinho paralelo nunca vão deixar de existir para mim. Nossa, como eu me divertia, como tudo era tão inocente. Agora tudo é diferente, e eu ainda não sei por que continuo lá.

Se a minha mãe não fosse tão complicada, eu tenho certeza que eu precisaria mentir tanto para ela como eu minto. Tudo ia ser tão mais fácil e tão mais feliz.

Recebi meu boletim hoje. Passei em tudo. Tô feliz, ou não. Estou triste por minhas amigas que não passaram com notas suficientes, mas é assim.

Mary me falou que sou mais carente que ela. Percebi que eu sou uma pessoa totalmente carente, amo abraçar, e sentir outras peles sobre a minha. Percebi que amo imitar a respiração dos outros, isso me ajuda a dormir quando eu estou com meus pais. Percebi que eu sou neurótica quando alguém não me liga ou me trata de forma diferente. Percebi que sou um pouco egoísta, nunca pensei no que a outra pessoa está pensando/passando/sentindo.

Alice, por favor, estou querendo falar com você, atenda o celular. Obrigada, tô com saudades:/

Encaro meu painel de metal, vejo fotos com umas pessoas essenciais na minha vida, e me pergunto por que deixei a amizade de alguma delas escorrer pelos meus dedos, enquanto eu via a vida passar. Vejo minhas baquetas e me pergunto se um dia tudo vai se ajeitar. Vejo uma caneta preta. Vejo vazio.

Amanhã vou ter que para casa da Gabriela de novo, não estou com saco, mas é melhor do que ir para aula particular. Decidi, vou pintar o resto.

Boa noite, grande ser. xxx

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